A espera de 51 dias pelo retorno do Campeonato Brasileiro terminou com um gosto amargo para os mais de 31 mil torcedores do Atlético que foram até a Arena MRV na noite desta terça-feira (21/7). O Galo ficou no empate em 1 a 1 com o Bahia pela 19ª rodada da competição. Depois de sair na frente com Ruan Tressoldi ainda no primeiro tempo, a equipe comandada por Eduardo Domínguez sofreu o empate na etapa final e somou apenas um ponto.
Domínguez teve problemas para montar a equipe para a partida. Isso porque o Atlético contava com seis desfalques para o confronto. Ivan Román (suspenso), Léo Duarte (lesionado), Alan Franco (problemas pessoais), e o trio Gustavo Scarpa, Preciado e Alan Minda, que estão melhorando a parte física, ficaram de fora do confronto.
Mesmo assim, apesar de ter poucas opções disponíveis no banco de reservas para mexer a equipe durante a partida, o treinador do Atlético optou por manter a base que vinha utilizando antes da pausa para a Copa do Mundo. E a decisão surgiu efeito.
O primeiro tempo teve muita pressão e domínio do Atlético - foram 56% de posse de bola para o Galo contra 44% para o Bahia. Também foram oito finalizações contra cinco do Tricolor.
A pressão se mostrou em campo. Tanto que, logo aos seis minutos, o Galo teve sua primeira oportunidade, com Cuello, que obrigou o goleiro Ronaldo a fazer grande defesa.
O Atlético seguiu em cima e teve mais oportunidades de abrir o placar - aos 11 minutos, Cassierra teve uma grande chance dentro da pequena área bloqueada pela zaga do Bahia e, aos 22 minutos, Natanael desperdiçou outra oportunidade frente a frente com o goleiro.
Naturalmente, o ritmo do Atlético caiu durante o primeiro tempo, dando mais liberdade para o Bahia. Mesmo assim, o Galo, de certa forma, seguiu no controle do jogo. A única exceção aconteceu aos 34 minutos, quando William José acertou uma bela cabeçada na trave de Everson.
A boa primeira etapa do Atlético foi coroada no minuto final. Após cobrança de escanteio, a zaga do Bahia rebateu, a bola sobrou para Bernard que cruzou na cabeça de Ruan para abrir o placar.
O segundo tempo do Atlético foi o oposto. A equipe quis aproveitar a vantagem no placar para recuar e apostar no contra-ataque - os números mostraram a mudança de postura atleticana, já que o jogo terminou com a posse de bola empatada em 50% e o Bahia superou o Galo em finalizações (19 contra 12).
A estratégia de Domínguez não deu certo e o time acabou sendo rapidamente punido. Aos onze minutos, Nestor foi acionado na esquerda, carregou e encontrou Ademir dentro da área, que chutou, a bola ainda desviou em Lyanco e entrou, empatando o jogo.
Após o gol de empate, o jogo acabou ficando nervoso, sem nenhuma das equipes controlando as ações, mas foi o Galo quem levou mais perigo. Aos 36 minutos, Natanael entrou na área e finalizou para fora. No lance seguinte, Cassierra aproveitou um erro da defesa para sair frente a frente com o goleiro, mas finalizou errado.
Já na reta final da partida, o Galo perdeu mais uma chance. Em cobrança de falta na área, Cassierra subiu mais que todo mundo e quase deu a vitória para o Galo.
Ainda deu tempo para o Bahia assustar a torcida atleticana na Arena MRV. No último lance da partida, após bola cruzada na área, Furquim acertou a trave de Everson.
No apito final, muitas vaias do torcedor no estádio. Além disso, os nomes de Rubens e Rafael Menin, donos do Atlético, foram xingados pela torcida.
O resultado frustra as pretensões do Atlético no Campeonato Brasileiro. Somando apenas um ponto, o Galo agora tem 25 e é apenas o 10º colocado na tabela, podendo cair ainda mais dependendo dos outros resultados da rodada.
O Galo agora volta a campo no próximo domingo (26/7), às 19h30, contra o Palmeiras, no Allianz Parque, pela 20ª rodada da competição.
Árbitro: Bráulio da Silva Machado (SC); Assistentes: Eduardo Gonçalves da Cruz (MS) e Thiaggo Americano Labes (SC); VAR: Caio Max Augusto Vieira (GO)
Cartão amarelo: Zé Guilherme e Erick Pulga (Bahia)
Gol: Ruan Tressoldi (45’/1°T) e Ademir (11’/2°T)
ATLÉTICO: Everson; Natanael, Ruan, Lyanco e Renan Lodi; Tomás Perez, Maycon (Cissé), Victor Hugo (Dudu) e Bernard (Reinier); Cuello e Cassierra. Técnico: Eduardo Domínguez