Os exemplos de efeitos suspensivos se sucedem no Tribunal, e, realmente, não há mais em quem confiar
Quando o STJD puniu o zagueiro do Inter Victor Gabriel, com o mesmo período afastado dos gramados que Gabriel Pec, que teve sua tíbia quebrada por ele, eu aplaudi o tribunal, mas hoje venho aqui vaiar e protestar pelo fato de o órgão máximo de justiça desportiva ter concedido efeito suspensivo ao atleta, que poderá jogar pelo Inter quando bem entender. No nosso programa, JaeciCarvalhoEsportes, eu havia dito que isso aconteceria, mas confesso que achei que dessa vez seria diferente, acreditando que o futebol brasileiro estava mudando para melhor. Sou um bobo mesmo em acreditar que um órgão que já liberou Edmundo, em 1997, que estava suspenso do jogo final contra o Palmeiras, quando atuava pelo Vasco, baseado em efeito suspensivo, não faria o mesmo com Victor Gabriel. Aliás, os exemplos de efeitos suspensivos se sucedem no Tribunal, e, realmente, não há mais em quem confiar.
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Quando têm a chance de começar a mudar o quadro de paciente terminal no qual vive o nosso futebol, eles fazem o contrário e empurram a pá de cal. A CBF e o STJD são órgãos contestados pelo torcedor e sem nenhuma credibilidade. E ainda tem gente que acredita que em 2030 o Brasil será hexa. Vocês não perceberam que o país acabou, que o crime organizado domina tudo, que os políticos desonestos continuarão a roubar, com os escândalos se sucedendo e eles fora da cadeia? Vocês não perceberam que nosso futebol agoniza a cada ano, e que os clubes estão quebrados e falidos, com dívidas monstruosas, pagando salários de Europa a ex-jogadores em atividade? Não tem mais jeito: está tudo dominado e o futebol é um reflexo disso tudo.
Não temos ídolos no futebol, na política, na música. Aliás, estes enaltecem traficantes. É o que temos visto de norte a sul do país. Uma juventude que acompanha Anita e Ludmila, que amam estar em Miami – Ludmila e sua namorada até tiveram filho aqui e têm apartamento luxuoso, de frente para a baía de Miami, mas que adoram o PT e o comunismo. No Brasil, apoiam os petistas, mas não querem ter apartamento em Cuba, Venezuela ou Irã. Querem ter no maior país capitalista do mundo. É aquele ditado dos políticos, comunismo para o povo, luxo e riqueza para eles fora do Brasil.
Fizemos uma Copa do Mundo pífia, a pior de nossa história, e o presidente da CBF manteve o italiano Carlo Ancelotti, que ganha R$ 60 milhões por ano. A França tem o francês, Zidane. A Alemanha tem o alemão Jurgen Kloop, A Itália tem o italiano Pepe Docena, todos ganhando salários bem normais. Zidane, por exemplo, ganha 300 mil dólares por mês. Mas o Brasil “nada em dinheiro” e pode abrir mão de R$ 60 milhões anuais para pagar a um técnico retranqueiro, que fez uma convocação esdrúxula e escalou uma péssima seleção na Copa. Pior que isso, foi descansar no Canadá, sem dar a menor satisfação ao povo. Imaginem se fosse um técnico brasileiro fazendo isso...
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Há um vídeo de um desembargador em que ele diz exatamente isso: “o crime organizado dominou tudo nos últimos 20 anos, e quem puder ir embora do Brasil que vá, pois aqui não tem mais solução”. Ele está certíssimo. Violência nas alturas, escândalos e mais escândalos. Políticos sendo pegos com dinheiro na cueca ou com milhões em suas casas e nem para a cadeia vão. Aí, eu aqui, “bobinho”, vou acreditar que um tribunal vai mesmo manter um jogador suspenso pelo mesmo período em que o atleta que ele quebrou se recuperar. Que otário sou eu, há décadas nesse futebol falido e mentiroso acreditar que algo pode mudar. É daí para pior. O futebol brasileiro morreu faz tempo, só falta mesmo enterrá-lo.
As opiniões expressas neste texto são de responsabilidade exclusiva do(a) autor(a) e não refletem, necessariamente, o posicionamento e a visão do Estado de Minas sobre o tema