Restam apenas quatro jogadores na briga pelo título de Wimbledon. Dois confrontos irão definir os finalistas. Um desses chama atenção pelo "duelo de gerações".  Jannik Sinner e Novak Djokovic se enfrentam, na sexta-feira (10), às 9h30 (de Brasília), na Quadra Central do All England Club.

Os dois astros do tênis já ficaram frente a frente, nesta mesma fase de Grand Slam, na atual temporada. O embate aconteceu no Australia Open, e foi espetacular. Eles travaram uma batalha de mais de quatro horas, da qual Djoko venceu por 3 sets a 2 (parciais de 3/6, 6/3, 4/6, 6/4 e 6/4).

Dado a grande diferença de idade, os próximos adversários têm históricos distintos na "Grama Sagrada". Isso apesar de ambos terem título nela. O jovem italiano conquistou somente uma vez, em 2025. Já o experiente sérvio, acumula sete troféus (2011, 2014, 2015, 2018, 2019, 2021 e 2022).

O atual número 1 do Ranking ATP chega para partida sob muita confiança. Afinal, passa por um 2026 de muitas conquistas: foram cinco, até o momento. E o desempenho em Wimbledon, quase irretocável, aparece como um bom motivo para acreditar no título.

Jannik Sinner fez história na atual temporada, ao se tornar o primeiro a vencer cinco Masters 1000 consecutivos (Indian Wells, Miami, Monte Carlo, Madri e Roma). Chama atenção a versatilidade da série vitóriosa, já que os dois primeiros foram na quadra dura, enquanto os três últimos no saibro. 

Se o italiano vem sendo impecável nesse tipo de torneio, pode-se dizer que deixa a desejar em Grand Slams. Não é por acaso que ainda busca o primeiro troféu do mesmo, neste ano. E a queda precoce em Roland Garros, na Segunda Rodada para Cerúndolo, foi um sinal de alerta.

A vitória da estreia na "Grama Sagrada" aconteceu no sufoco, de 3 a 2 sobre Miomir Kecmanovic. Depois, entretanto, passou a demonstrar sua real superioridade sobre os oponententes: superou Nuno Borges, Jenson Brooksby, Shintaro Mochizuki e Lennard Struff sem perder um set sequer.

O maior vencedor da história do tênis está na reta final da brilhante carreira. E apesar de ter alguns momentos que relembram seu auge, demonstra sentir o peso dos 39 anos. É o que os resultados obtidos, na atual temporada, escancaram — até aqui.

O 2026 começou de forma espetacular para Novak Djokovic. Afinal, fez grande campanha no Australian Open para chegar até a decisão. Só que acabou derrotado por Carlos Alcaraz. O problema é que após o torneio, a parte física apareceu para deixá-lo de fora de alguns dos seguintes

O sérvio participou apenas de três competições, entre o primeiro e terceiro Grand Slam do ano. E não foi bem em nenhuma delas: parou nas oitavas em Indian Wells para Jack Draper, na estreia de Roma para Dino Prizmic, e na terceira rodada de Roland Garros para João Fonseca.

Sob certa desconfiança, Djoko mostrou o porque de ser considerado uma lenda — em Wimbledon. Nenhum dos desafios que teve, até a semi, foi fácil. No entanto, ele conseguiu passar por cima da idade elevada para construir uma trajetória de respeito na "Grama Sagrada" de Londres