Carlos Sainz quer discutir uma mudança importante no regulamento da Fórmula 1 após o acidente de Max Verstappen na classificação para o GP da Áustria. O piloto da Williams acredita que quem provocar uma bandeira amarela ou vermelha durante o treino classificatório deveria perder três posições no grid, evitando que um acidente beneficie o próprio autor da batida.

O acidente de Verstappen provocou amplo debate sobre os procedimentos adotados pela direção de prova.

O holandês bateu na penúltima curva durante sua última tentativa no Q3.

Na ocasião, a direção de prova acionou apenas uma bandeira amarela simples.

Pelo regulamento atual, um piloto precisa apenas aliviar o acelerador ao passar por uma zona de bandeira amarela simples.

Mesmo reduzindo a velocidade, o britânico completou a volta e conquistou a pole position.

A decisão gerou discussões entre pilotos e equipes.

Muitos entenderam que a situação justificava uma bandeira amarela dupla ou até mesmo uma bandeira vermelha.

Sainz concorda que Russell cumpriu perfeitamente o regulamento.

Na opinião do espanhol, porém, a direção de prova jamais deveria permitir que os demais pilotos completassem suas voltas após um acidente como o de Verstappen.

Por isso, ele pretende levar o tema à próxima reunião da Associação de Pilotos de Grande Prêmio (GPDA).

A ideia é aplicar uma punição de três posições no grid a qualquer piloto que provoque uma bandeira amarela ou vermelha durante a classificação.

Segundo Sainz, isso impediria qualquer piloto de se beneficiar de um acidente que impedisse os rivais de melhorar seus tempos.

“Tenho uma ideia muito pessoal sobre isso que ainda não foi discutida na GPDA, e que pretendo apresentar. Depois, podemos discutir se deve ou não ser implementada.”

“Acho que neste fim de semana, por ser um fim de semana de Sprint, talvez não tenhamos uma reunião formal sobre isso, mas acho que deveríamos ter, porque para mim, pelo menos, está claro que a situação deveria ter resultado em bandeira amarela dupla ou vermelha.”

Sainz fez questão de destacar que George Russell não teve qualquer responsabilidade pelo episódio.

“A forma como George lidou com a situação, na minha opinião, foi perfeita dentro do que o regulamento permite, e ele mereceu a pole position porque seguiu as regras à risca.”

Ao mesmo tempo, o espanhol acredita que a direção de prova não deveria permitir a conclusão da volta em situações semelhantes.

“Mas não acho que jamais deveria ter sido permitido terminar aquela volta, ou completar uma volta em uma situação tão perigosa.”

Na avaliação de Sainz, o regulamento atual também pode beneficiar o piloto que provocar a interrupção da sessão