A Fifa avalia se seguirá a decisão do Comitê Olímpico Internacional, que derrubou provisoriamente a suspensão do Comitê Olímpico Russo. A análise pode abrir caminho para uma discussão sobre a reintegração da Rússia às competições internacionais de seleções.

A entidade que comanda o futebol afirmou estar “consciente” da medida adotada pelo COI e deve discutir o tema com suas federações filiadas. A Uefa tende a ter papel central no debate, já que controla as Eliminatórias Europeias, caminho que a seleção russa precisaria disputar para chegar à Copa do Mundo.

O órgão europeu mantém clubes e seleções da Rússia fora de seus torneios desde 2022, após o início da guerra na Ucrânia. Mesmo que a Fifa avance na discussão, a resistência de federações europeias pode dificultar qualquer reintegração no curto prazo.

Nas categorias de base, a Rússia tem retorno previsto ao futebol em um torneio sub-15, marcado para o período entre 22 e 31 de outubro. A tentativa anterior de reintegrar seleções russas em torneios juvenis enfrentou oposição de associações europeias.

O presidente da Fifa, Gianni Infantino, sinalizou no começo do ano que gostaria de ver a Rússia de volta aos torneios. Em entrevista à Sky News, em fevereiro, ele disse ser contra “proibições e boicotes” e afirmou que esse tipo de medida contribui para “mais ódio”.

A Fifa baniu oficialmente a Rússia de todas as suas competições em 28 de fevereiro de 2022, em ação conjunta com a Uefa. O COI adotou medida semelhante em outubro de 2023, embora a bandeira russa já estivesse fora dos Jogos Olímpicos por uma punição anterior ligada ao caso de adulteração de dados do laboratório de testes de Moscou enviados à Agência Mundial Antidoping.

A guerra na Ucrânia segue em curso, o que mantém o tema politicamente sensível dentro do esporte europeu. Inglaterra, Alemanha e França já se manifestaram contra movimentos de reintegração da Rússia em discussões anteriores, e a Uefa pode virar o principal obstáculo para uma eventual volta russa ao futebol internacional