Rafael Câmara está entre os nomes cotados para ocupar um lugar no grid da Fórmula 1 em 2027. Piloto reserva da Mercedes, Frederik Vesti apontou o brasileiro como uma possibilidade para a Haas e afirmou que, apesar das vagas ainda não confirmadas oficialmente, apenas um assento deve estar realmente disponível no mercado.

— Pelo que se ouve, talvez Rafael Câmara, mas não tenho certeza. Mas faria sentido. Ele é um piloto da Ferrari, fez bons testes e está tendo um bom desempenho na Fórmula 2 — afirmou Vesti ao jornal dinamarquês Ekstra Bladet.

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Embora a Fórmula 1 ainda tenha lugares sem confirmação para 2027, Vesti acredita que o cenário está praticamente definido. Na visão do dinamarquês, a principal oportunidade está na Haas, que ainda precisa decidir quem formará sua dupla de pilotos.

— A cada fim de semana, conversamos com as equipes e mantemos contato. Mas também estamos em uma situação em que não há, atualmente, nenhuma vaga disponível. Muito provavelmente haverá uma substituição na Haas, e apenas na Haas — declarou.

A posição é atualmente ocupada por Esteban Ocon. A equipe norte-americana ainda não confirmou sua formação para a próxima temporada, o que mantém aberta a possibilidade de uma mudança.

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Um dos fatores que colocam Rafael Câmara na disputa é sua relação com a Ferrari. O brasileiro faz parte do programa de jovens pilotos da equipe italiana e vem competindo na Fórmula 2. Além disso, Câmara já teve contato com um carro de Fórmula 1 em testes. Para Vesti, a combinação entre o vínculo com a Ferrari e o desempenho apresentado nas categorias de base faz do brasileiro um candidato que pode ser considerado pela Haas.

A equipe norte-americana utiliza motores Ferrari e atualmente conta com Oliver Bearman, também integrante da academia da fabricante italiana, em sua dupla titular.

O mercado de pilotos começou a ficar mais definido após Franco Colapinto renovar com a Alpine. Entre os assentos que ainda aparecem oficialmente sem confirmação estão os dois da Aston Martin, os dois da Racing Bulls e as vagas da Haas. Na Red Bull, o chefe Laurent Mekies já indicou que Isack Hadjar deve continuar ao lado de Max Verstappen. Na Racing Bulls, Liam Lawson, Yuki Tsunoda e Nikola Tsolov aparecem entre as opções avaliadas.

A Aston Martin, por sua vez, tem Lance Stroll garantido, enquanto Fernando Alonso ainda precisa definir se continuará na Fórmula 1. Para Vesti, a disputa por uma vaga na categoria não depende exclusivamente dos resultados obtidos pelos pilotos nas pistas. Relações entre equipes, fabricantes e patrocinadores também têm influência nas decisões.

— A Fórmula 1 baseia-se em parcerias e colaborações. Alguns patrocinadores das equipes têm muita influência. Isso torna todo o funcionamento da F1 mais complicado do que a simples questão de saber quais pilotos agradam aos chefes de equipe. E isso é frustrante — completou.

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