É preciso ser muito tapado para achar que futebol e política não se misturam e está aí a Copa de Donald Trump para provar.

Daí, no entanto, escolher para quem torcer passar por filtros políticos vai certa distância.

Muitos, por aqui, dizem que torcerão contra a Argentina por causa do racismo vira e mexe manifestado por seus torcedores e até jogadores.

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Mas também não seria motivo para torcer contra o Brasil, que já elegeu presidente que mede quilombola por arrobas?

Que lota suas penitenciárias com o povo preto, que mata jovens negros sem a menor cerimônia?

Então se torcerá pela Inglaterra cuja história está marcada pelo sangue dos povos que explorou nos tempos em que o sol não se punha no Império Britânico?

Se os critérios forem por aí, simplesmente não teremos por quem torcer.

Torci pela Seleção Brasileira na ditadura e na quarta-feira tendo a torcer mais uma vez por Lionel Messi, embora tanto Jude Bellingham quanto Harry Kane me balancem.

Não confundir alhos com bugalhos também é um gesto político.

Texto em que o autor apresenta e defende suas ideias e opiniões, a partir da interpretação de fatos e dados.

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