O Corinthians desembolsou mais de R$ 170 milhões para quitar dívidas acumuladas com clubes, atletas e órgãos do futebol nacional e internacional. Os pagamentos ocorreram em meio à crise financeira enfrentada pelo clube e tiveram como objetivo evitar ou encerrar punições, como os transfer bans aplicados pela Fifa.

Grande parte do montante foi destinada à regularização de pendências envolvendo negociações de jogadores. Entre os casos estão os débitos relacionados a Matías Rojas, Félix Torres, Maycon e Rodrigo Garro. Apenas as dívidas ligadas a Rojas, Santos Laguna e Shakhtar Donetsk geraram um custo de aproximadamente R$ 92 milhões, considerando impostos e encargos. Já o pagamento ao Talleres, referente à contratação de Garro, custou cerca de R$ 42,5 milhões e evitou uma nova punição da Fifa.

O clube também precisou cumprir parcelas do acordo firmado na Câmara Nacional de Resolução de Disputas (CNRD), que reúne débitos com clubes, empresários e atletas do futebol brasileiro. Além disso, avançou em acordos tributários e ainda teve mais de R$ 50 milhões retidos pela Caixa Econômica Federal por conta da renegociação da dívida da Neo Química Arena.

Apesar dos pagamentos, a situação financeira segue delicada. O Corinthians ainda convive com dois transfer bans ativos na Fifa, relacionados às pendências com o Philadelphia Union e ao não pagamento de multas aplicadas pela própria entidade. Também permanecem em aberto os casos envolvendo Charles e Talles Magno, que podem gerar novas sanções caso os valores não sejam quitados.

Internamente, a diretoria entende que será necessário arrecadar pelo menos R$ 150 milhões com a venda de jogadores durante a atual janela de transferências para equilibrar as contas. O executivo de futebol Marcelo Paz reconheceu que o mercado está mais aquecido, mas afirmou que o clube ainda não recebeu propostas oficiais por atletas do elenco.

Com a abertura da janela de transferências próxima, o Corinthians tenta resolver as pendências que impedem o registro de novos jogadores. Enquanto negocia reforços por empréstimo, a prioridade da diretoria é regularizar a situação junto à Fifa para voltar a inscrever atletas e evitar que a crise financeira tenha impacto ainda maior no planejamento esportivo do clube.

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