Morreu aos 83 anos, na noite dessa sexta-feira (18), o jogador de futebol e ídolo do Inter de Milão Sandro Mazzola. O anúncio foi feito neste sábado (19) pelo clube italiano nas redes sociais, acompanhado de uma grande homenagem ao ex-craque, lembrado por sua participação na chamada "Grande Inter", comandada por Helenio Herrera na década de 1960. A causa da morte não foi revelada.
"Hoje se foi outra lenda do intern. Sandro era Inter. Ele chegou como garoto e decidiu ficar para sempre. Uma só camisa, 17 temporadas, uma vida inteira. Com a Grande Inter de Herrera, ele escreveu páginas que não poderão ser apagadas da nossa história. Hoje, nossa obrigação é manter sua memória viva, porque um clube só é tão grande quanto sua memória. E a de Sandro ficará com a gente para sempre", diz vídeo publicado pelo clube.
O ex-meia-atacante conquistou com a Inter o campeonato nacional quatro vezes (1963, 1965, 1966, 1971) e levantou duas vezes a Copa dos Campeões da Europa (1964 e 1965). Mazzola, que marcou 158 gols em 565 partidas com a camisa da Inter, brilhou especialmente pela sua classe na primeira final vencida contra o Real Madrid (3 a 1), na qual marcou dois gols.
Esse pai era Valentino Mazzola, grande jogador do Torino que faleceu na tragédia de Superga — um acidente aéreo ocorrido em 1949 que vitimou 18 jogadores do clube piemontês, incluindo oito atletas da seleção italiana.
Mazzola a camisa da Inter pela primeira vez aos oito anos e sua estreia no elenco titular aconteceu durante um episódio histórico. Naquele 10 de junho de 1961, o presidente Angelo Moratti e o técnico Herrera escalaram a equipe de base em protesto contra a federação. Mazolla, naquela época, tinha 18 anos. Marcou um gol de pênalti — o pontapé de uma carreira extraordinária.
Com a Nazionale (70 jogos, 22 gols), o habilidoso jogador de bigode elegante, também conhecido por sua criatividade que transbordava em campo, não deixou por menos: foi campeão da Eurocopa de 1968, jogando em casa, e finalista da Copa do Mundo de 1970, no México, sendo derrotado apenas pelo grande Brasil do Rei Pelé. No ano seguinte, ficou logo atrás de Johan Cruyff na disputa pela Bola de Ouro.
Após 17 temporadas como profissional, Mazzola pendurou as chuteiras em 1977 e integrou a comissão técnica da Inter, antes de se tornar diretor esportivo do Torino