Cada partida vencida pela seleção argentina deixa cada vez mais claro como estamos distantes das nossas raízes futebolísticas.
Os jogadores argentinos são vibrantes, raçudos, guerreiros e não se abalam com nenhum resultado adverso, sem contar que eles têm um camisa 10 de verdade, e não hipotético.
Lionel Messi acabou com a seleção inglesa, colocando o jogo debaixo do braço com o suporte aguerrido de todos os seus companheiros.
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Em defesa do rebranding total da seleção brasileira
Depois que a Inglaterra marcou seu gol com Anthony Gordon, a posse de bola foi de 88% para a Argentina e de 12% para os ingleses. Ou seja, os adversários não viram a cor da bola.
Tomaram duas bolas na trave, o goleiro Jordan Pickford fez umas três defesas difíceis, fora os dois gols marcados por Enzo Fernández e Lautaro Martínez. Portanto, a Argentina poderia ter aplicado uma goleada histórica.
O treinador alemão da seleção inglesa, Thomas Tuchel, foi covarde e recuou todo o seu time, o que proporcionou todo o domínio argentino e aquela posse de bola "patética" para uma seleção semifinalista de Copa do Mundo.
Por outro lado, Lionel Scaloni fez tudo perfeito nas alterações, mudando o posicionamento de Messi para a ponta direita e, com isso, alargou a defesa inglesa.
Daí em diante, o jogo teve um dono com nome e sobrenome: Lionel Messi.
Um gênio da bola, e ninguém chega perto de seu talento técnico, da sua inteligência futebolística, da sua criatividade no século 21.
O que ele fez nessa semifinal ficará para a história das Copas do Mundo como uma das mais brilhantes atuações individuais numa partida de Copa do Mundo.
Gênio, fantástico, brilhante, espetacular são alguns dos adjetivos que podemos usar para defini-lo.
Foi campeão do mundo no Catar em 2022, pode ser bicampeão consecutivo agora em 2026 nos Estados Unidos e pode levar a Argentina ao seu tetracampeonato mundial.
Lionel Messi está fazendo pela seleção argentina o que o rei Pelé fez pela seleção brasileira.
Sinto-me um privilegiado por ter visto do estádio essa apresentação magnífica de Messi contra a Inglaterra, assim como vi Zidane contra o Brasil em 2006 e também Ronaldo na final da Copa do Mundo de 2002 contra a Alemanha, no nosso último título mundial.
Voltando de metrô para o hotel após o jogo, me deparei com torcedores argentinos só cantando músicas sobre o Maradona. A estação toda estava cantando sobre ele, é incrível ver essa idolatria.
Perguntamos se dava para comparar Maradona e Messi, mas a resposta foi que o Maradona é cultural, é uma outra coisa, mas no futebol era possível comparar os dois.
Os números de Messi impressionam. Ele jogou seis Copas do Mundo. Esta, contra a Espanha, será sua terceira final de Copa