Marta relembrou as dificuldades que enfrentou antes de iniciar a carreira no Vasco da Gama, aos 14 anos. Nascida em Dois Riachos, em Alagoas, ela contou que lavava pratos, vendia geladinhos e fazia entregas de feira antes de viajar sozinha ao Rio de Janeiro para fazer um teste no clube. Com pouco dinheiro, precisou escolher entre almoçar ou jantar durante os três dias de viagem de ônibus. Com informações da Revista Marie Claire.

A atacante afirmou que recebia R$ 400 mensais no início no Vasco e avaliou que o futebol feminino avançou desde então, embora ainda cobre mais investimento nas categorias de base e nos campeonatos. Para Marta, não faz sentido exigir vitórias das jogadoras antes de garantir estrutura e condições de preparação semelhantes às oferecidas em outros países.

De olho na Copa do Mundo Feminina de 2027, que o Brasil sediará, a maior artilheira da Seleção Brasileira disse que não se frustra pela ausência de uma medalha de ouro e rejeitou a pressão para se aposentar. “Eu me conheço melhor do que ninguém. Sei dos meus limites, mas sei também da minha capacidade. E é por isso que estou jogando até hoje”, declarou. Eleita seis vezes a melhor do mundo pela Fifa, ela afirmou que trocaria seus títulos individuais por uma conquista coletiva com a seleção