Seis times brasileiros jogaram no meio de semana pela Libertadores e atuaram neste fim de semana pelo Brasileirão - antes das partidas de volta da competição sul-americana. De todos eles, Corinthians e Palmeiras foram os que menos mudaram o time de um jogo para o outro. Com duas observações importantes: 1) o Corinthians jogou quinta à noite na Argentina (o Palmeiras tinha jogado quarta em casa, sem viagem longa); e 2) o Palmeiras é líder e não pode ficar negociando o Brasileiro.

Do jogo de Rosario para o deste domingo, derrota para o Cruzeiro, o Corinthians trocou só um jogador do time titular. Saiu Raniele, entrou Carrillo. Já o Cruzeiro entrou com oito jogadores diferentes dos que havia usado desde o início contra o Flamengo - apenas o goleiro Otávio, o zagueiro Jonathan Jesus e o atacante Kayo Jorge começaram as duas partidas.

No segundo tempo, o Corinthians trocou titulares e despencou de produção. Já o Cruzeiro mandou a campo três titulares no meio do segundo tempo e foi buscar a vitória fora de casa. Qual estratégia foi a melhor? Bem, a resposta parece muito fácil. E não passa somente pelo resultado final do jogo.

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É incompreensível como Fernando Diniz esgarça seus times. É meio que um "negacionista" do momento atual do futebol e do que dizem os fisiologistas. Jogador feliz não cansa e nem se machuca?

O Corinthians não disputa o título brasileiro. Não está na zona de rebaixamento. E, se o treinador confia no trabalho, sabe que haverá tempo no Brasileiro para construir algo melhor. O objetivo deveria e deve ser a Libertadores. Há tempo de descanso até domingo? Sim. Mas tinha sentido mandar o time titular contra o Cruzeiro? No meu ponto de vista, não.

O Palmeiras mudou só dois do jogo contra o Cerro para a partida contra o Fluminense, mas antes havia descansado titulares na Copa do Brasil e, como eu já disse, é líder do Brasileirão. O Flu mudou cinco (além do técnico) entre o empate contra o Rivadavia e a vitória sobre o Palmeiras. O Mirassol mudou quatro do time que empatou contra a LDU para o que foi goleado pelo Flamengo. E o Flamengo mudou seis do jogo contra o Cruzeiro para o deste domingo.

É um padrão. Praticamente todos os técnicos entenderam que era necessário mudar meio time (ou mais que isso) para focar na Libertadores. Menos Diniz.

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