O futebol tem dessas coisas. Nem sempre quem mais decide leva o maior prêmio. Mas há decisões que desafiam qualquer lógica. A eleição de Rodri como melhor jogador da Copa do Mundo entra facilmente nessa lista.
Ninguém questiona a qualidade do volante. É um craque, organiza o jogo, marca, dá ritmo e foi importante para a Espanha. Mas dizer que ele foi o melhor jogador do Mundial é um exagero difícil de engolir.
Enquanto isso, Messi encantou mais uma vez, sendo decisivo nos momentos em que o jogo pesava. Mbappé, artilheiro da competição, fez aquilo que o futebol cobra dos grandes atacantes: gols, protagonismo e espetáculo. Bellingham também teve atuações de altíssimo nível, dominando o meio-campo e aparecendo em momentos decisivos. Sem falar em outros nomes que chamaram muito mais a atenção ao longo do torneio.
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A impressão que fica é que os cartolas gostam de surpreender. Parece que, de vez em quando, escolhem um vencedor para mostrar que "entendem de futebol" mais do que todo mundo. O problema é que, quando a decisão ignora aquilo que milhões assistiram em campo, o prêmio perde credibilidade.
Rodri merece respeito pela carreira e pelo excelente Mundial que fez. Mas entre fazer uma grande Copa e ser o melhor jogador dela existe uma distância enorme. E, desta vez, a sensação é de que essa distância foi ignorada.
Mesmo com questionamentos, o troféu vai para a estante de Rodri. Já a discussão vai continuar nas mesas de bar, nas redes sociais e entre quem assistiu ao torneio. Porque, convenhamos: quando um prêmio consegue deixar para trás Messi, Mbappé, Bellingham e tantos outros, é natural que a primeira reação seja perguntar se quem votou assistiu aos mesmos jogos que o resto do mundo.
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