A proposta de Gianni Infantino, presidente da Fifa, de privatizar parte dos direitos comerciais dos principais torneios da entidade, incluindo a Copa do Mundo de seleções masculina e a feminina e, também, o Mundial de Clubes, segue causando reações do mundo do futebol. Após a UEFA anunciar boicote aos torneios, caso a ideia seja concretizada, e a Concacaf rejeitar o projeto, a Conmebol decidiu se pronunciar nesta sexta-feira (31/7).

Por meio de nota divulgada no site oficial, a entidade que comanda o futebol na América do Sul, diferente da UEFA e da Concacaf, afirmou que está estudando a proposta e pediu mais esclarecimentos à Fifa em relação ao projeto. A Conmebol fez questão de ressaltar que a prioridade sempre será o futebol e toda a paixão que o esporte envolve. 

"A Conmebol reafirma que sua prioridade será sempre o futebol: seus valores, sua gente e a paixão que o torna o esporte mais popular do mundo. Entendemos que o desenvolvimento do futebol exige decisões de natureza comercial e financeira. No entanto, essas decisões devem estar sempre a serviço do futebol e jamais acima de sua essência. O futebol vem sempre em primeiro lugar", escreveu em nota.

"Desde que tomou conhecimento da proposta apresentada pela FIFA em relação ao projeto FFE (FIFA Forward Enterprise), a Conmebol iniciou um processo de consultas com suas Associações Membro e convocou uma reunião de seu Conselho com o único propósito de analisar e avaliar a proposta com a responsabilidade e o rigor que o tema exige. Com esse objetivo, a Conmebol solicitou à FIFA informações adicionais e esclarecimentos sobre diversos aspectos relacionados ao alcance, à estrutura, à governança e aos possíveis impactos do projeto FFE", continuou.

A crise entre Fifa e confederações começou no início desta semana, com o anúncio do projeto de Infantino para criar uma empresa responsável pelos direitos comerciais das principais competições da entidade. A proposta prevê a venda de cerca de 20% dessa companhia para investidores privados, em uma operação avaliada em aproximadamente US$ 20 bilhões. Segundo a Fifa, o objetivo seria aumentar as receitas e redistribuir mais recursos às 211 federações nacionais filiadas.

Um dos principais conselheiros de Gianni Infantino, Carlos Cordeiro renunciou nesta sexta-feira (31/7) ao cargo de assessor sênior do presidente da Fifa. Em comunicado, o ex-sócio do banco de investimentos Goldman Sachs deixou claro que a decisão se deve à intenção de Infantino de negociar parte dos direitos da Copa do Mundo a investidores privados.

A Conmebol reafirma que sua prioridade será sempre o futebol: seus valores, sua gente e a paixão que o torna o esporte mais popular do mundo.

Entendemos que o desenvolvimento do futebol exige decisões de natureza comercial e financeira. No entanto, essas decisões devem estar sempre a serviço do futebol e jamais acima de sua essência.

Desde que tomou conhecimento da proposta apresentada pela Fifa em relação ao projeto FFE, e em conformidade com seus procedimentos institucionais, a Conmebol iniciou um processo de consultas com suas Associações Membro e convocou uma reunião de seu Conselho com o único propósito de analisar e avaliar a proposta com a responsabilidade e o rigor que o tema exige.

Com esse objetivo, a ConmebolL solicitou à Fifa informações adicionais e esclarecimentos sobre diversos aspectos relacionados ao alcance, à estrutura, à governança e aos possíveis impactos do projeto FFE.

A Conmebol continuará atuando com prudência, responsabilidade e espírito de cooperação, contribuindo para o fortalecimento do futebol mundial exclusivamente por meio dos canais institucionais e em conformidade com os princípios da boa governança.

A Conmebol faz um chamado à união de toda a família do futebol e conclama a que o futebol seja sempre colocado acima de qualquer outro interesse