A Conmebol finalmente se posicionou sobre o plano trazido por Gianni Infantino de vender parte das ações da Fifa. A entidade foi a última entre as confederações a se manifestar sobre o tema que causou enorme repercussão e aversão mundial.
Em comunicado, a entidade que trabalha com o futebol na América do Sul destacou que sempre vê o futebol em primeiro lugar e dá prioridade a seus valores, pessoas e a paixão.
Por conta disso, a Conmebol convocou uma reunião com todos os representantes dos países do continente para debater a nova ideia da Fifa e chegarem a uma conclusão única.
Foram solicitadas à entidade máxima novas informações complementares sobre exatamente o que ela pretende com a venda. Confira o comunicaco
A CONMEBOL reafirma que sua prioridade será sempre o futebol: seus valores, sua gente e a paixão que o transforma no esporte mais popular do mundo.
Entendemos que o desenvolvimento do futebol exige decisões de caráter comercial e financeiro. No entanto, essas decisões devem estar sempre a serviço do futebol e nunca acima de sua essência.
Desde que a CONMEBOL tomou conhecimento da proposta apresentada pela FIFA em relação ao projeto FFE, e em cumprimento aos seus procedimentos institucionais, iniciou um processo de consultas com suas Associações-Membro e convocou uma reunião de seu Conselho com o único propósito de analisar e avaliar a referida proposta com a responsabilidade e o rigor que o tema exige.
Com esse objetivo, a CONMEBOL solicitou à FIFA informações adicionais e esclarecimentos sobre diferentes aspectos relacionados ao alcance, à estrutura, à governança e aos possíveis efeitos do projeto FFE.
A CONMEBOL continuará atuando com prudência, responsabilidade e espírito de colaboração, contribuindo para o fortalecimento do futebol mundial exclusivamente por meio dos canais institucionais e dos princípios de boa governança.
A CONMEBOL faz um chamado à unidade de toda a família do futebol e a colocar sempre o futebol acima de qualquer outro interesse.
A Conmebol foi a última confederação a se posicionar. A primeira foi a Uefa (Europa), que emitiu diversas notas contra a ideia da Fifa e ameaça até um boicote caso esse plano siga na mesa.
A Concacaf (Américas do Norte e Central) também demonstrou rejeição à proposta, enquanto a AFC (Ásia) criticou a ideia.
A CAF (África) e a OFC (Oceania) emitiram notas convocando reuniões para avaliar a proposta da Fifa, assim como a Conmebol fez agora.
Na nota, a Fifa destaca que precisa da aprovação dos membros associados para a criação do Fifa Forward Enterprise (FFE), uma nova subsidiária com controle majoritário da entidade.
Essa empresa ficaria responsável por consolidar as operações comerciais e das principais competições organizadas pela entidade.
Com esse novo investimento, a Fifa projeta que cada federação receberá US$ 20 milhões (R$ 102 milhões) no ciclo 2027-30. A cota atual prevista é de US$ 8 milhões (R$ 41 milhões).
A entidade ainda destaca um crescimento gradual desse valor nos dois ciclos seguintes.
Na prática, a Fifa “privatizaria” seus principais torneios, como a Copa do Mundo e o Mundial de Clubes, o que acarretaria em mais times, mais seleções, mais jogos e, logicamente, ainda mais dinheiro, para todos, incluindo o presidente Gianni Infantino