A menos de um ano da Copa do Mundo Feminina de 2027, que será disputada no Brasil, a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) projeta investir mais de R$ 685 milhões nas competições femininas até 2029. O aporte integra o planejamento estratégico da entidade para o ciclo 2024-2029, período que engloba a realização do Mundial no país.

Segundo dados divulgados pela CBF, o investimento prevê aumento de 41% nas datas do calendário nacional e de 84% no número de partidas organizadas pela CBF. O planejamento também contempla mais clubes participantes e reajustes nas cotas de participação e premiações. 

Em comparação com 2021, o calendário do futebol feminino do Brasil passou de seis para nove competições, enquanto o número de clubes participantes cresceu de 58 para 79. No mesmo período, a quantidade de partidas saltou de 398 para 712, um aumento de 79%.

Segundo a gerente de Competições Femininas da CBF, Aline Pellegrino, o sucesso do planejamento também depende do comprometimento de federações e clubes, que precisam ampliar os investimentos e fortalecer a estrutura do futebol feminino para consolidar o crescimento da modalidade.

"Quando ampliamos o calendário, damos às atletas aquilo que elas mais precisam para se desenvolver: tempo de jogo. Mais minutos em campo significam mais experiência, maior evolução técnica e uma preparação mais consistente", afirmou.

Atualmente, o calendário do futebol feminino no Brasil conta com Brasileiros das Séries A1, A2 e A3, Supercopa Feminina, Copa do Brasil, Brasileiros Sub-20 e Sub-17, além das Ligas Sub-16 e Sub-14.

Somente em relação a 2025, o número de partidas aumentou 26,4%, impulsionado principalmente pela ampliação dos Brasileiros A2 e A3 e pela manutenção da Copa do Brasil, retomada na última temporada após oito anos fora do calendário.

Para ampliar a visibilidade da modalidade, a CBF também passou a transmitir, por meio da CBF TV, todos os jogos da Copa do Brasil Feminina, do Brasileirão A1 e das competições nacionais Sub-20 e Sub-17, além das fases decisivas das Séries A2 e A3.

No Campeonato Brasileiro A1, a cota de participação dos clubes da primeira fase dobrou, passando de R$ 360 mil para R$ 720 mil. A premiação do campeão subiu de R$ 1,8 milhão para R$ 2 milhões, enquanto a do vice passou de R$ 900 mil para R$ 1 milhão.

Na Série A2, a cota por equipe aumentou de R$ 150 mil para R$ 360 mil. Já na A3, o valor passou de R$ 36 mil para R$ 120 mil.

Na Copa do Brasil Feminina, as cotas de participação dobraram em todas as fases da competição. Nos torneios Sub-20 e Sub-17, todas as cotas foram reajustadas para a temporada 2026, com aumentos que variam conforme a fase disputada