A temporada de 2026 começou embalada com três etapas até a pausa forçada da Fórmula 1, que ficou sem corridas em abril. Com a guerra no Oriente Médio em escalada, a categoria foi obrigada a adiar os GPs do Bahrein e da Arábia Saudita. Após o cessar-fogo firmado entre as partes envolvidas, a reta final do calendário parecia garantida. No entanto, os acontecimentos geopolíticos dos últimos dias voltaram a colocar em dúvida a realização das provas na região.
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Na manhã desta quarta-feira (15), o Comando Central dos Estados Unidos (CENTCOM) informou, por meio das redes sociais, que realizou uma nova série de ataques contra o Irã. A ofensiva reforça o fim da trégua na região e reacende as preocupações com a segurança no Oriente Médio. Diante desse cenário, cresce a possibilidade de que a Fórmula 1 volte a enfrentar dificuldades para disputar corridas no local, repetindo o que aconteceu no início da temporada.
Desta vez, as provas afetadas seriam as duas últimas do calendário: os GPs do Catar e de Abu Dhabi, ambos realizados no Oriente Médio, assim como as etapas do Bahrein e da Arábia Saudita. Caso os eventos também sejam cancelados, a temporada deixará de ter o recorde de 24 corridas e passará a contar com apenas 20 etapas — o menor calendário da Fórmula 1 desde 2020, quando a pandemia da Covid-19 obrigou a categoria a reduzir significativamente o número de provas.
Caso a mudança seja confirmada, o encerramento da temporada também será antecipado em duas semanas, já que as corridas ameaçadas são justamente as que fecham o campeonato. Assim, o GP de Las Vegas, marcado para os dias 20 a 22 de novembro, passaria a ser a última etapa do Mundial de 2026.
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A expectativa era alta nos bastidores da Fórmula 1 para que, ao menos, uma das duas etapas canceladas – disputa que tem o GP do Bahrein como favorito – pudesse retornar ao calendário ainda em 2026. No início de julho, o presidente Stefano Domenicali acreditava que um "encaixe" poderia ser feito para a categoria voltar a ter 23 etapas.
Entretanto, a nova escalada do conflito praticamente inviabiliza esse cenário, reduzindo as chances de um eventual retorno ao Bahrein. Caso o quadro de insegurança permaneça até o fim do ano, a Fórmula 1 deve priorizar a integridade de equipes, pilotos e funcionários, mantendo fora do calendário todas as etapas localizadas na região. Assim, o Mundial de 2026 poderá terminar de forma antecipada.
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