O interesse pelo futebol feminino cresceu de forma significativa nos últimos cinco anos no Brasil, com as buscas por termos relacionados à modalidade aumentando 200% no YouTube e 120% no Google, segundo dados do Google Trends. No mesmo período, o crescimento registrado no mundo foi de 30% nas duas plataformas, o que coloca o Brasil entre os mercados em que o interesse pelo futebol feminino mais avançou.

Os dados fazem parte de um estudo encomendado pela FSports, agência que detém com exclusividade os direitos de comercialização do futebol da CBF no ciclo entre 2025 e 2029. O levantamento também mostra o crescimento da procura por competições específicas e aponta o Brasileirão Feminino entre os campeonatos femininos que mais ganharam interesse nas buscas em todo o mundo.

No recorte dos últimos cinco anos, entre 2022 e 2026, em comparação com o período anterior, de 2017 a 2021, o Brasileirão Feminino aparece na terceira posição do ranking de crescimento de buscas entre as competições femininas, com alta de 300%. A competição fica atrás apenas da Women’s Super League, da Inglaterra, que teve crescimento de 650%, e da UEFA Women’s Champions League, com 350%.

O levantamento mostra ainda que o crescimento do interesse não se limita às pesquisas genéricas sobre futebol feminino. A procura por nomes de competições também avançou nos últimos anos, com o Brasileirão Feminino aparecendo à frente de torneios como a Liga MX Femenil, do México, e a Copa Libertadores Feminina, ambas com crescimento de 200% no período analisado.

O ranking é liderado pela Women’s Super League, com crescimento de 650%, seguida pela UEFA Women’s Champions League, com 350%. O Brasileirão Feminino aparece em terceiro, com 300%, seguido por Liga MX Femenil e Libertadores Feminina, com 200% cada. A National Women’s Soccer League, dos Estados Unidos, teve alta de 170%, enquanto a Liga F, da Espanha, cresceu 80%, e a SheBelieves Cup, 30%.

O avanço da modalidade também aparece nos números do perfil oficial do Brasileirão Feminino no Instagram, administrado pela FSports. A conta registrou crescimento de 383% no último semestre e chegou a 308 mil seguidores, segundo os dados apresentados no estudo.

Para Mônica Esperidião, Chief Strategy Officer (CSO) da FSports, os números mostram que o crescimento do futebol feminino já se reflete diretamente no interesse do público por informação e conteúdo relacionado à modalidade.

“Os dados confirmam algo que já percebemos na prática: o futebol feminino já é uma realidade consolidada no interesse do público. O crescimento das buscas no Google e no YouTube mostra que existe uma demanda cada vez maior por informação, conteúdo e acompanhamento da modalidade”, afirmou.

Segundo Mônica, a evolução das buscas pelo Brasileirão Feminino e o crescimento da presença digital da competição também reforçam o potencial comercial do futebol feminino no país.

“Quando vemos o Brasileirão Feminino entre as competições que mais cresceram em interesse no mundo e, ao mesmo tempo, observamos a expansão expressiva da sua presença digital, fica claro que estamos diante de um movimento consistente e sustentável”, disse.

O levantamento também identificou os principais termos pesquisados no Google relacionados ao futebol feminino desde 2015. Entre os assuntos mais buscados estão dúvidas sobre onde assistir às partidas, como ingressar em um time e como se tornar jogadora de futebol, além de questões relacionadas a salários, história da modalidade, títulos e principais atletas.

Entre as 20 principais buscas aparecem termos como “futebol feminino onde assistir”, “como ingressar em um time de futebol feminino”, “quanto ganha uma jogadora de futebol”, “como ser jogadora de futebol” e “quem foi campeão do futebol feminino”.

As pesquisas também mostram o interesse do público por informações históricas e pela rotina da modalidade, com buscas sobre quando surgiu o futebol feminino, quando a prática foi legalizada, quem é considerada a melhor jogadora do mundo e quando acontecem as principais competições.

O interesse pelos principais nomes do futebol feminino também aparece nos dados referentes à Copa do Mundo de 2023. Entre as dez atletas mais buscadas durante o Mundial, Marta foi a líder no Brasil, seguida pela suíça Alisha Lehmann e pela brasileira Ary Borges.

O ranking ainda conta com Tamires, Debinha, Sam Kerr, Bia Zaneratto, Alexia Putellas, Jenni Hermoso e Megan Rapinoe, mostrando a presença de jogadoras de diferentes seleções entre os nomes que mais despertaram interesse durante a competição.

Com o Brasil como sede da próxima Copa do Mundo Feminina, o interesse pelo torneio de 2027 também já aparece nas pesquisas do Google. Entre as perguntas mais frequentes estão dúvidas sobre a sede da competição, datas, cidades e estádios, além de questões relacionadas à venda de ingressos, transmissão e participação das seleções.

Também aparecem buscas sobre voluntariado e oportunidades de trabalho durante o Mundial, além de perguntas sobre quais países participarão da competição e quantas equipes estarão no torneio. A presença de Marta também surge entre as dúvidas do público, assim como perguntas sobre a participação da Seleção Brasileira e em quais estados do país a equipe poderá disputar partidas