SEATTLE, 7 Jul (Reuters) - Depois de dominar as manchetes do futebol mundial por 24 horas, o atacante norte-americano Folarin Balogun mal ​mereceu uma menção na partida de ​segunda-feira contra a Bélgica, quando os co-anfitriões foram eliminados da Copa do Mundo nas oitavas de final.

Os três gols e a liderança ofensiva do jogador de 25 anos ​ajudaram os EUA a ⁠liderarem seu ​grupo e a derrotarem a Bósnia nos 16 avos ⁠de final.

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No entanto, os torcedores norte-americanos temiam ​ficar sem sua arma mais potente nas oitavas de final em Seattle, depois que ele recebeu um cartão vermelho contra a ‌Bósnia, o que acarretava uma suspensão ‌automática de uma ​partida.

A Fifa tomou então a controversa decisão de suspender a punição de Balogun, com o presidente dos EUA, Donald Trump, atribuindo a si mesmo ‌o mérito.

O presidente da Fifa, Gianni Infantino, afirmou que os órgãos judiciais da entidade haviam atuado “de forma independente e autônoma”, mas a reversão da decisão gerou acusações de que a Fifa teria cedido à pressão política, enquanto o técnico da Bélgica, Rudi Garcia, comentou que aquilo devia ser uma piada de 1º de abril.

Ele adquiriu a cidadania norte-americana ‌por nascimento depois que sua mãe nigeriana não pôde retornar a Londres de uma viagem a Nova York porque estava com a ​gravidez muito avançada para voar.

Ela levou o filho recém-nascido de volta ao Reino Unido quando ele tinha um ‌mês de idade, onde ele cresceria antes de, por fim, optar por representar os Estados Unidos.

Trump tem pedido repetidamente o fim da cidadania ‌por direito de nascimento.

Apesar do clamor ‌internacional contra a decisão da Fifa, o meio-campista norte-americano Tyler Adams disse após a partida que ⁠a equipe, em grande parte, não estava ciente da controvérsia.

O Seattle Stadium explodiu em aplausos para Balogun quando ele entrou em campo. Ao longo da partida, porém, ele enfrentou dificuldades contra a defesa obstinada da Bélgica.

Adams disse que Balogun “tentou ​hoje marcar presença ​e incomodar a defesa adversária; em alguns momentos, ele conseguia receber a bola nas costas da defesa e fazer o que sabe fazer, mas simplesmente não teve muitas oportunidades”.

A Bélgica, que saiu com uma vitória por 4 x 1, limitou Balogun a apenas três chutes a gol, sendo um deles no alvo.

Ele, no entanto, teve participação no gol dos ⁠EUA, ao sofrer a falta que Malik Tillman converteu aos 31 minutos.

Não houve muito ​mais o que comemorar para os norte-americanos.

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