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Ex-primeiro-ministro quer contrapor o que considera disparates que tem ouvido durante julgamento. Ainda, Benfica joga hoje em Milão para a Liga Europa
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Jornal das 7, na Rádio Observador, com Luís Soares. O Ministro da Administração Interna diz que o aumento dos números da criminalidade, diz Luís Neves, incluindo aquela que está relacionada com a imigração, se deve a mais trabalho das autoridades.
Foi esta tarde no Parlamento, na apresentação do relatório anual da segurança interna. Luís Neves salientou a descida da criminalidade grave, mas também destacou o impacto que o tráfico de drogas está a ter em Portugal, sobretudo da cocaína. Na Assembleia da República e apenas com o Chega a referir brevemente os casos que envolvem o ministro, Luís Neves voltou a ser apupado devido à referência que fez ao terrorismo de extrema-direita.
Relativamente à matéria de imigração ilegal, estes números refletem apenas mais trabalho das forças de segurança. Não são crimes de resultado, por isso não há queixosos. Relativamente à questão do terrorismo, dizer o seguinte: a primeira grande matéria continua a ser, no mundo ocidental e na Europa, o terrorismo de matriz islamista, mas também o terrorismo de extrema-direita radical, onde se encontram, de igual forma, e tivemos já este ano, não no relatório do ano passado, um ataque à Marcha da Vida, que eu próprio consolidei como um ato terrorista.
O Ministro da Administração Interna no Parlamento salienta também que a criminalidade violenta está a descer. Luís Neves pede que não se confunda a subida dos números com o aumento do perigo nas ruas.
A criminalidade violenta e grave diminuiu 1,6, com quebras expressivas nos golpes, incluindo assaltos a bancos e transportes públicos. Na violência doméstica, há uma redução pelo terceiro ano consecutivo, menos 1,9 crimes, mas continua a ser o crime mais participado em Portugal, quase 30 mil participações, com 69% das vítimas mulheres. É uma indignidade coletiva, porque assumimos os números sem os maquilhar. Anuncio duas medidas. Primeiro, um inquérito nacional de vitimização articulado com o sistema de segurança interna. E segundo, as forças de segurança já recolhem dados sobre detidos estrangeiros e que poderão estar prontos e disponíveis no relatório do próximo ano.
Garantia deixada por Luís Neves na Assembleia da República, que de resto, já tinha aprovado no ano passado a inclusão de dados sobre a nacionalidade de quem comete crimes no relatório anual de segurança interna.
O deputado do Chega, Bruno Nunes, defende que Aguiar Branco não tem condições para continuar a ser presidente da Assembleia da República. E por quê, Luís?
Por causa da decisão de Aguiar Branco de chumbar a proposta do Chega de constituir uma comissão parlamentar de inquérito à atuação de Luís Neves quando era diretor nacional da Polícia Judiciária, Aguiar Branco validou a proposta do JPP para o mesmo fim, para uma comissão parlamentar de inquérito, apesar de ter antes chumbado a proposta do Chega. No explicador da tarde política, o deputado Bruno Nunes, do Chega, defendeu que, perante esta decisão, Aguiar Branco terá de refletir sobre se tem condições para continuar no cargo.
JP Aguiar Branco será conivente e cúmplice desta circunstância ao fazer o veto que fez. Chegará a uma altura em que as fases constitucionais para a saída de um presidente da Assembleia da República são claras, a forma como são feitas, e eu espero que nessa altura consiga fazer a leitura política e institucional e perceber que não tem condições para continuar no cargo. Parece-me bastante autoritário da forma como está a fazer. E, portanto, eu espero que o senhor presidente da Assembleia da República não fique na história como o presidente da Assembleia da República que implementou o semáforo para cortar a palavra aos deputados.
O deputado Bruno Nunes, do Chega, considera que o presidente da Assembleia da República poderá ser cúmplice de uma decisão de manter um criminoso no poder. Também no explicador desta tarde esteve o deputado único do JPP, Filipe Sousa. Ele confirma que se o Chega pedir um recurso ao plenário, face ao chumbo de Aguiar Branco, relativamente à proposta do Chega, pode contar com o voto a favor do deputado madeirense.
Se houver recurso, claro que, para mim, o ideal, e como sempre defendi, é uma comissão parlamentar de inquérito para apurar e, acima de tudo, devolver a confiança das pessoas nas instituições. E se por essa via verificar, e eu acho que sim, que poderá ser um caminho, tudo farei.
É a garantia deixada pelo deputado único do JPP, Filipe Sousa, no explicador da tarde política.
O antigo primeiro-ministro, José Sócrates, anunciou hoje em tribunal que está a fazer uma auditoria à conta bancária que tem na Caixa Geral de Depósitos.
Foi anúncio feito na sessão de julgamento da Operação Marquês esta tarde. O ex-primeiro-ministro revela que está a fazer essa auditoria para contrapor o que considera serem disparates que tem ouvido durante as sessões de julgamento. Por isso, José Sócrates pediu mais tempo para abordar essa questão em tribunal. Na sessão de hoje, o principal arguido defendeu que a venda dos três imóveis da mãe ao amigo Carlos Santos Silva foi absolutamente legítima. As casas pertenciam à mãe de José Sócrates que, de acordo com o ex-primeiro-ministro, foi herdeira de três fortunas consideráveis e queixou-se de manipulações ao conteúdo das escutas telefônicas que constam do processo. A sessão de hoje já terminou. O ex-primeiro-ministro quer abordar mais temas e responder a mais questões, mas de momento não ficou agendada uma data para o regresso do José Sócrates às declarações do julgamento da Operação Marquês.
A Associação Ambientalista Zero considera que Carlos Moedas pode estar a cavalgar uma onda de indignação com o sistema Volta. Diz que os problemas com a gestão dos resíduos em Lisboa não são de agora.
É a resposta às declarações do autarca da capital, que voltou hoje a deixar críticas ao sistema de devolução de garrafas e quer que ele seja suspenso. Carlos Moedas classifica o sistema Volta como vergonhoso, lamenta o grande impacto que tem tido na higiene urbana de Lisboa, que tem levado, diz Carlos Moedas, a um drama social sem precedentes. A vice-presidente da Zero, Susana Fonseca, diz que não se pode responsabilizar o sistema Volta por um problema que não é de agora.
Provavelmente, e também associado ao fato de ter um problema nas mãos